Conselheiro do Palmeiras pede licença após investigações da PF; entenda o caso

O clima político no Palmeiras teve uma movimentação importante nesta sexta-feira (20). João Carlos Mansur, membro do Conselho Deliberativo e do Conselho de Orientação e Fiscalização (COF), formalizou seu pedido de licença por 90 dias. O afastamento ocorre após o nome do conselheiro ser ligado a investigações da Polícia Federal e do Ministério Público.
O motivo do afastamento
João Carlos Mansur é fundador e ex-CEO da Reag Investimentos, empresa que é alvo das operações Carbono Oculto e Compliance Zero. As investigações apuram:
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Fraudes bilionárias no setor de combustíveis.
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Irregularidades no sistema financeiro envolvendo fundos ligados ao Banco Master.
Mansur ressaltou em seu comunicado que as investigações possuem caráter estritamente pessoal e não possuem qualquer relação com as atividades do Palmeiras.
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Pressão nos bastidores
A saída temporária foi vista como uma forma de "blindar" o clube. Segundo apurações, havia uma pressão interna de outros conselheiros para que Mansur se afastasse, evitando que a imagem do Palmeiras fosse vinculada aos desdobramentos das operações policiais.
Quem assume as vagas?
Com a licença de três meses, os cargos não ficarão vagos:
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Conselho Deliberativo: Assume o suplente Fernando Dedivitis.
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COF: A vaga será preenchida pelo rodízio entre os sete suplentes do órgão.
O Palmeiras reforçou que o clube não tem qualquer envolvimento no caso e que o afastamento foi uma decisão para garantir a transparência durante o processo de defesa do conselheiro.











