Abel Ferreira decifra o sucesso do Palmeiras e explica por que 'paciência' é a palavra de ordem no Allianz

O Palmeiras está de volta ao topo do Brasileirão 2026. Após a vitória por 2 a 1 sobre o Botafogo, o técnico Abel Ferreira utilizou uma metáfora curiosa para explicar a simbiose entre comissão técnica, diretoria e torcida. Para o português, o sucesso não é fruto de "varinha mágica", mas de uma estrutura que funciona como um relógio de precisão.
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"O clube é um relógio e, para funcionar, precisa de uma pilha. O clube encontrou a pilha certa: eu sou só um. O clube é o relógio, eu sou a pilha e temos um pulso que é nossa torcida", definiu o treinador.
A "lei da paciência": o caso Jhon Arias
O grande destaque da noite foi o colombiano Jhon Arias, que desencantou com o manto alviverde. Abel aproveitou o momento para dar uma "aula" sobre processos de adaptação, lembrando que críticas precoces da torcida quase custaram talentos hoje consolidados no elenco.
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Exemplos do passado: Abel citou Flaco López e Raphael Veiga como jogadores que precisaram de tempo. "Se não tivéssemos paciência, se calhar no primeiro ano tínhamos mandado o López embora", disparou.
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Confiança em Arias: o técnico agradeceu publicamente à presidente Leila Pereira pela contratação, afirmando que o nível do colombiano o faz "dormir mais sossegado".
O alerta físico: gestão de risco para o Choque-Rei
Apesar da liderança, Abel ligou o sinal de alerta para o desgaste. Com uma maratona de jogos acumulada, o treinador revelou que a escalação de sábado (21), contra o São Paulo, passará por uma análise minuciosa da "linguagem corporal" dos atletas.
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Os "intocáveis": Carlos Miguel, Gustavo Gómez, Marlon Freitas e Flaco López são os que mais acumulam minutos.
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Preservação: Khellven e Piquerez seguem sendo monitorados. "Com dois dias, os jogadores estão mais cansados e com risco de lesão. Começamos a ver se está disponível pela linguagem corporal", explicou.
Reencontro com a "cria" e alfinetada na concorrência
O clássico também marcou o reencontro com Danilo, hoje no Botafogo. Abel não escondeu o carinho pelo volante, lembrando que ele foi peça-chave em seu primeiro grande título na carreira. "Sorte para quem pode comer com um jogador como ele", elogiou.
Ao projetar o duelo contra o São Paulo, Abel aproveitou para cutucar a narrativa de que apenas quem gasta mais vence no Brasil. Citando o próprio Tricolor e o Palmeiras de seus primeiros anos, ele reforçou: "Não é quem gasta mais dinheiro. Tem muito a ver com organização e compromisso".
Para Abel, o Brasileirão 2026 atingiu um nível de competitividade comparável à Premier League, com seis ou sete equipes reais na briga pelo caneco.













